Assédio Moral – Quais as formas e praticas mais comuns? Como agir?

O assédio moral é caracterizado quando alguém é exposto a uma situação vergonhosa, humilhante e constrangedora que acontece de forma contínua e prolongada no momento em que a pessoa está exercendo alguma função na empresa.

A coação do empregado dentro do ambiente de trabalho não é uma novidade, isso vem acontecendo há muitos anos.

O uso do excesso de poder entre patrões e subordinados passam dos limites quando acontecem xingamentos na frente de outros, negação de férias e a exigência de metas que muitas vezes, podem ser impossíveis de atingir.

O assédio moral humilha o empregado e pode causar danos tanto psicológicos como físicos, um exemplo disso, é o estresse, ansiedade, depressão, baixa estima e a falta de motivação para desempenhar as atividades.

Quais as formas de assédio moral?

Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que existem diferenças entre as cobranças naturais da empresa ou dos patrões com empregados e o assédio moral.

O assédio moral é um ato exagerado de humilhação, exploração em jornadas prolongadas de trabalho e um ambiente carregado de cobranças que tornam a permanência do funcionário insustentável dentro da empresa. Além disso, são atitudes e situações frequentes reiteradas pelo assediador onde existe perseguição e exploração.

Acontecimentos parecidos com esses, mas que acontecem de forma isolada nas relações e no ambiente de trabalho não configuram assédio. Um exemplo disso, é uma chamada, uma cobrança eventual de metas, totalmente normal em qualquer trabalho.

Confira quais são as principais dúvidas com relação ao assédio moral:

1- Quais as práticas é considerado assédio moral?

Toda e qualquer situação que alguém tenham em prejudicar uma determinada pessoa ou que configurem uma perseguição. Exemplo:

  • Passar instruções erradas de uma atividade de propósito com o objetivo de penalizar o funcionário;
  • Discutir publicamente com o funcionário e expor ele ao ridículo na frente dos demais colegas;
  • Fazer brincadeiras de mau gosto de cunho humilhante;
  • Estimular o funcionário a pedir demissão;
  • Fazer proibições a uma determinada pessoa, desde que seja, conversar com os colegas de trabalho, imposições de horários de intervalos ou de entrada e saída injustificáveis;
  • Colocar apelidos que ferem a dignidade da pessoa;
  • Xingamentos frequentes;
  • Cobrança excessiva de metas inatingíveis;

O ato de perseguir, humilhar e deixar uma pessoa constrangida frenquentemente, é assédio moral.

2- O assédio só pode ser cometido pelo superior ao empregado?

Definitivamente não. O assédio moral pode acontecer entre colegas de trabalho e de subordinados ao chefe ( patrão).

É importante ressaltar que o assédio moral não possui nenhuma ligação com a hierarquia de uma pessoa na empresa, mas sim, a dignidade de qualquer trabalhador e isso inclui desde os subordinados aos superiores.

Como agir diante do assédio moral?

O primeiro passo é saber identificar se a situação pela qual está passando caracteriza o assédio moral. Caso, seja esse o problema, é preciso ter muita paciência para resolver, inclusive sangue frio, pois não é indicado reagir as ofensas e humilhações.

Especialistas recomendam que  a vítima faça anotações das datas e horários que isso acontece, bem como o nome do agressor. É importante anotar o que foi dito, qual era a pauta da conversa.

Fica mais fácil comprovar quando as pessoas que presenciaram o acontecido testemunhem, no entanto, isso nem sempre é possível, pois muitos colegas não querem se envolver.

Caso o agressor seja o dono da empresa, a única coisa a fazer é armazenar provas e buscar o Ministério Público ou um advogado trabalhista antes de se desligar da empresa.

Todavia, se o  agressor for um empregado da empresa, vale a tentativa de comunicar o RH , ouvidoria ou proprietário da empresa para relatar o que está acontecendo.

A vítima precisa ter muitas provas, como: E-mails, conversas registradas, gravações e até mesmo testemunhas para conseguir comprovar o que está dizendo.

As empresas são responsáveis pela conduta do assediador, pois é o dever delas oferecer um ambiente de trabalho agradável, organizado e saudável para seus colaboradores. Para isso, é preciso supervisionar condutas que envergonham a política empresarial e criar práticas para conscientizar todos os funcionários sobre o assédio moral.


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