
5/2/2009
Projeto será apresentado em seminário a bordo do Arctic Sunrise
O navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, chega a Fortaleza na tarde desta quinta-feira, 05, em mais uma etapa da expedição "Salvar o Planeta. É Agora ou Agora". O objetivo da expedição é alertar a população sobre a gravidade das mudanças climáticas e pressionar o governo federal a adotar soluções para enfrentar o aquecimento global. Na capital cearense, o principal evento reunirá representantes do governo do Ceará, parlamentares, integrantes do Greenpeace e do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e Biodiversidade das 13h às 19h, nesta sexta-feira, 06, no seminário Energias Renováveis: Potencial, Limitações e Relevância no Atual Cenário de Mudanças Climáticas. O evento será realizado a bordo do navio Arctic Sunrise, no porto de Mucuripe (Armazém 2 do terminal de passageiros).
Durante o seminário, o Greenpeace apresentará o documento "Lei de Energias Renováveis: Propostas para a sustentabilidade energética brasileira", que inclui o projeto de lei 4.550/08, proposto pelo Deputado Edson Duarte (PV-BA). Esse projeto incentiva as energias renováveis baseado no mecanismo tarifário feed in, modelo que garante acesso dos geradores à rede e determina um preço justo e fixo pela venda dessa energia em contratos de longo prazo.
O PL 4.550/08 é uma das propostas em análise pela Comissão Especial de Energias Renováveis, instalada em junho de 2008 na Câmara dos Deputados e que deve apresentar relatório conclusivo até o final do primeiro semestre. Segundo uma das propostas em discussão na comissão, pelo menos 15% da energia elétrica consumida no Brasil, a partir de 2020, devem ser gerados por fontes renováveis, como eólica.
O seminário desta sexta-feira contará com a participação do governador em exercício do Ceará, Francisco Pinheiro; do presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, do diretor de campanhas do Greenpeace Brasil, Sérgio Leitão; do secretário-executivo do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), Steve Sawyer; do representante da Associação Brasileira de Energia Eólica, Adão Linhares; dos deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Lustosa (PMDB-CE); e de representantes da Universidade Federal do Ceará e do governo do Estado. "É emblemático realizar este seminário e lançar este documento aqui em Fortaleza porque o Ceará é o estado brasileiro com maior potencial para a energia eólica", afirmou Ricardo Baitelo, especialista em energia renovável do Greenpeace.
Segundo Baitelo, apenas um marco regulatório claro pode garantir a expansão das fontes limpas e renováveis na matriz brasileira. "Ao invés de optar por fontes renováveis, o planejamento elétrico do governo federal tem preferido a construção de termelétricas a óleo combustível e carvão e usinas nucleares, gerando CO2 e lixo radioativo. Para criar condições favoráveis às fontes renováveis como a eólica, reduzindo as emissões de gases estufa da matriz elétrica e trazendo maior segurança energética, além de gerar emprego e renda, o Brasil precisa aprovar uma lei que garanta a conexão das usinas renováveis à rede elétrica e pague preço justo por esta eletricidade, incluindo clareza nos prazos e nas taxas de retorno aos investidores", explicou.
O Ceará tem hoje 125 MW de energia eólica instalada e potencial para 25.000 MW - o que equivale a quase duas hidrelétricas de Itaipu. O Brasil tem capacidade instalada total de quase 400 MW de energia eólica em 30 usinas, um índice ainda modesto se comparado a outros países do mundo. Os Estados Unidos tem 25.170 MW de geração de eletricidade por fontes eólicas - com esse total, os americanos chegaram ao topo do ranking em 2008, ultrapassando a Alemanha que gera 23.900 MW. A China dobrou pelo quarto ano seguido sua capacidade, de 6.300 para 12.200 MW.
Segundo dados do Conselho Global de Energia Eólica, a capacidade mundial da energia eólica hoje é de 120.800 MW, dos quais 27.000 MW foram instalados só em 2008. O crescimento foi de 29%, movimentando US$ 47,5 bilhões. O setor emprega hoje 400 mil pessoas no mundo.
Depois de atrair quase nove mil pessoas em Manaus (AM) e Belém (PA), onde participou também do Fórum Social Mundial, a expedição passa pelo Ceará para discutir o potencial das energias renováveis no Brasil, em especial a eólica, e a necessidade do país criar reservas marinhas para proteger os oceanos, além de mobilizar a população cearense em relação ao aquecimento global. O navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, estará aberto à visitação pública neste sábado (dia 7/2, no Armazém 2 do porto de Mucuripe, terminal de passageiros). A entrada é gratuita.
O público que visitar o Arctic Sunrise será informado sobre a campanha de forma interativa e divertida, e aprenderá o que cidadãos e governos devem fazer para enfrentar as mudanças climáticas. A ciência tem mostrado, de maneira inequívoca, que a atividade humana está provocando um inédito e irreversível aquecimento do planeta. O consumo dos recursos naturais é desenfreado e todos os setores da economia - energia, transporte, indústria, desenvolvimento urbano, agricultura industrial, pesca - têm contribuído para acelerar o problema.
O Brasil exerce posição importante no combate às mudanças climáticas, por figurar entre as 10 maiores economias do mundo e ser o quarto maior poluidor do mundo. Para fazer a sua parte no combate às mudanças climáticas, o país tem que se comprometer com metas setoriais de redução de gases do efeito estufa, zerando o desmatamento na Amazônia até 2015, promovendo as energias renováveis e eficiência energética e implementando uma rede de áreas marinhas para proteger os oceanos. Conheça a página especial da campanha: http://www.greenpeace.org.br/cop/. A expedição Salve o Planeta. É Agora ou Agora percorrerá, com o Arctic Sunrise, sete cidades brasileiras em cerca de três meses. Confira no link abaixo as datas de cada cidade: http://www.greenblog.org.br/?page_id=46

CONTATO
Nome: Caroline Donatti
Fone: 11 3035-1196
Empresa: GREENPEACE
Pauta incluída por: Lorenzo Manica
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