
29/3/2007
ONG Brasil Sem Grades tem o objetivo de mobilizar os municípios
A ONG Brasil Sem Grades, juntamente com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, realizou o II Fórum Regional de Planejamento Familiar em Caxias do Sul. Com o objetivo de mobilizar os municípios a adotarem a aplicação da política de Planejamento Familiar e agregar as organizações, governamentais ou não, interessadas com a problemática em questão, o evento teve um público aproximado de 130 pessoas que lotaram o auditório do Ministério Público.
Na abertura do evento o presidente da ONG Brasil Sem Grades, Luiz Fernando Oderich, apontou que nos últimos cinco anos, o Brasil teve um aumento de 77% nos números de assassinatos. “Quanto menos responsáveis são os pais, mais aumenta a criminalidade no País”, disse. Ele afirmou, ainda, que o Planejamento Familiar é uma forma eficaz e efetiva de combater a criminalidade. “Muitos problemas sociais começam pelo filho não desejado, pois muitas vezes os pais não tem condições de dar educação, amor e um projeto de futuro aos seus filhos”, afirmou.
Segundo o coordenador científico da ONG Brasil Sem Grades, Jacó Zylbersztejn, que foi o moderador do painel ‘Por que é necessário o Planejamento Familiar?’, adolescente grávida é uma tragédia social e um sinal de que o sistema faliu: “Os postos de saúde deveriam ser mais atuantes para que os adolescentes se informassem sobre os vários métodos anticoncepcionais”, apontou.
Nesse painel, o Promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, Mauro Luís Silva de Souza, afirmou que o Planejamento Familiar é um direito do cidadão, mas os gestores públicos não priorizam ações de saúde e nem de educação. “Falta capacitação dos agentes comunitários para atuar no Planejamento Familiar, e também projetos sobre o tema voltado à conscientização de adolescentes”, concluiu. Segundo o promotor, mulheres que engravidam com espaçamento de menos de um ano, correm um maior risco de terem filhos com desvio de conduta e com propensão a drogadição, o que pode levá-los à criminalidade. Sobre a paternidade responsável, ele acredita que as mães devem educar seus filhos homens de forma que eles sejam pais responsáveis no futuro.
A enfermeira Sara Jane de Souza, que faz parte da coordenação da Saúde da Mulher no Município de Bento Gonçalves, falou da importância do Planejamento Familiar. Segundo ela, filhos não planejados podem ser criminosos no futuro por terem menos carinho, atenção e cuidados dos pais. A palestra ‘Métodos Contraceptivos e o Planejamento Familiar’ foi ministrada por Fernanda Ronchetti Grilo, que apresentou os métodos de anticoncepção oral, cirúrgicos e hormonais, enfatizando os benefícios e cuidados que é preciso ter com cada um.
O prefeito de Alvorada, João Carlos Brum, tratou do tema ‘Vasectomia e o Planejamento Familiar’. Desde maio de 2005, a prefeitura realiza um trabalho voltado ao Planejamento Familiar que é subdividido em capacitação de agentes de saúde, programa saúde na família e programa nas escolas. Por meio de uma avaliação da equipe multidisciplinar de saúde, hoje, 15 pessoas por semana são submetidas a vasectomias. Ao todo, já foram realizadas 804 vasectomias. Atualmente existem 1.506 pessoas inscritas no Programa e 209 aguardam na lista de espera. Segundo o prefeito, 24,2% do orçamento municipal é gasto em saúde para manter esse processo.
O vice-presidente da ONG Brasil Sem Grades, Raul Cohen, coordenou o painel sobre ‘A Importância do Posto de Saúde no Planejamento Familiar’. Nesse painel, a palestra ‘O Papel do Médico’ foi apresentada pelo coordenador do Programa da Saúde da Mulher no Município de Caxias do Sul, Dino Roberto Soares De Lorenzi. De acordo com o coordenador, a atuação médica está em proporcionar uma orientação segura de contracepção, informando de maneira eficiente e intensiva os adolescen

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Pauta incluída por: Lorenzo Manica
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